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"Sei que a tua boca já beijou a outra que não a minha. Sei que já amou a outros quando não me conhecia. Mesmo assim, teu carinho me tomou o peito, e hoje sem você não mais consigo ser do mesmo jeito." - Los Hermanos 
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"Vou confessar que tenho uma certa simpatia por abelhas. E me acho estranho por isso. Mas eu não canso de olhar quando vejo uma. Algumas pessoas sentem medo, outras nojo, outras correm, e eu… Eu sorrio. Talvez seja pelo fato delas quererem o mel da vida, e eu também." - Thomas Sérgio
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"Eu sei, meu amor,
Que só o teu sorriso
Vai me curar de qualquer dor." - Res-plandecer 
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"Está fazendo frio hoje, meu amor. As roupas estão espalhadas pelo quarto, os calçados quase sem par, os cobertores caindo da cama, a mochila acabou de me assustar caindo da cadeira e eu nem abri a porta ainda. A cidade deve estar seguindo seu curso como sempre, mas eu não tenho muito o que fazer além de ficar aqui digitando mil páginas para sabe-se lá qual fim. Os pontos estão saindo involuntariamente, os planos na minha cabeça estão morrendo e não há um vento sequer que mude a nossa direção. Tudo está desarrumado, inclusive eu, que nasci assim. Tudo está longe do nosso alcance. Mas pense comigo, meu amor: ainda há sonhos num coração burro como o meu. E ainda há vida nessa cidade fria, mais precisamente nesse quarto bagunçado. Você ainda não respondeu se aceita a minha bagunça… Todas elas." - Camila Costa
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"Esse é o lugar onde os nossos amigos vão
Onde muitos saem sujos, de onde poucos voltam sãos
Esse é um quadro de cores modernas
De futuros pintores em promissoras sequelas
Essa é a casa dos desajustados
Um passo atrás é um na frente no alvo almejado
Isso é um zoológico, um circo e um hospício
Onde imaginamos como seria um vício" - Selvagens à procura de lei; Casona 
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"Já vi borboletas voarem faltando um pedaço da asa e rosas incríveis desabrocharem num copo com água. E é disso que me nutro pra acreditar que a meteorologia nem sempre está certa e que dias cinzentos podem ser prefácios de noites com sol." - Marla de Queiroz
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"Em tempos atrás viviam duas crianças, um menino e uma menina, que tinham entre quatro e cinco anos de idade. O menino chamava-se Amor e a menina Loucura. O Amor sempre foi uma criança calma, doce e compreensiva. Já a Loucura era muito emotiva, passional e impulsiva, enfim, do tipo que jamais levava desaforo para casa. Entretanto, com todas as diferenças as crianças cresciam juntas, inseparáveis; brincando, brigando… Mas houve um dia em que o Amor não estava muito bem, e acabou cedendo às provocações de Loucura, com a qual teve uma discussão muito feia. Ela não deixava nada barato, estava furiosa como nunca com o Amor, começou a agredi-lo, mas não só verbalmente como de costume. A menina estava tão descontrolada que agrediu o garoto fisicamente e antes que pudesse perceber, arrancou os olhos do Amor. O Amor sem saber o que fazer, chorando foi contar à sua mãe, a deusa Afrodite, o que havia ocorrido. Inconsolada, Afrodite implorou à Zeus que ajudasse seu filho e que castigasse a Loucura. Zeus, por sua vez ordenou que chamassem a garota para uma séria conversa. Ao ser interrogada a menina respondeu como se estivesse com a razão que o Amor havia lhe aborrecido e que foi merecido tudo o que aconteceu. Embora soubesse que não fora justa com seu amigo, a menina que nunca soube se desculpar concluiu dizendo que a culpa havia sido do Amor e que não estava nem um pouco arrependida. Zeus, perplexo com a aparente frieza daquela criança disse que nada poderia fazer para devolver a visão do Amor, mas, ordenou que a Loucura estaria condenada a guiá-lo por toda a eternidade estando sempre junto ao Amor em cada passo que este desse. E até hoje eles caminham juntos, onde quer que o Amor esteja com ele estará a Loucura, quase que fundidos numa só essência. Tão unidos que por vezes não se consegue definir onde termina o Amor e onde começa a Loucura. E também por isso que usa-se dizer que o Amor é cego; mas isso não é verdade, pois o Amor tem os olhos da Loucura." - Autor Desconhecido
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"Uma boca que há tempos deixou de mastigar e dentes que nunca existiram para travar-me a língua. No lugar dos cintilantes olhos, dois buracos negros e ocos que só abrigam abismos e cadáveres. Pudera eu ter corpo e alma de quem é feito de carne. De quase gente passei para ser não-humano. Mas ainda sei ser, o que me falta é ser eu mesmo. Tornei-me as roupas que visto, as palavras que calo, as ideias que reprimo, os cheiros que guardo, os amores que mato. Tenho tudo, exceto um nome. O espelho me presenteia com demônios, vagabundos e barões de café; todos em uma única e triste imagem desfocada. O estômago já escrevo que engoliu minhas borboletas e acidez. Os braços encaro por tentáculos com ventosas falhas feitas de mal humor, desprezo e azedume. Tão escorregadios que não foram capazes nem de agarrar a própria sombra. As unhas abandonaram-me quando arranhei as tuas escadas querendo que os degraus da tua ausência se desfizessem em meus dedos ensanguentados. Ah, e os dedos… Dez pontas de cigarro importado e três linhas de um destino torto, translúcido e riscado. Os cabelos oleosos envenenados pelo veneno de Medusa não passam de almofada ou flores de túmulo para um crânio esfarelado. O nariz aspira poeira, solidão e veneno adocicado. Os lábios fazem as vezes de gaiola enferrujada para um pássaro que viu sua última vida voar, silenciando a prosa, o canto, o sentimento e a poesia. Um tronco mirrado equilibrando-se em duas bolas de ferro espinhentas. Emoldurei a tristeza em um quadro espelhado e pus a chorar e fazê-la dormir. Antes eu fosse um estúpido vadio, maltrapilho, andarilho, ateu, plebeu, padre, compadre, poeta, Dante ou amante. Antes eu fosse linha, pois linha ainda é real. Braços e pernas para nada me servem, quando tudo é metáfora. Mente e mentira não me assinaram tratados de eficiência. Sofro com riquezas, com luxos e mordomias, como um escravo de casa de engenho. Mas não sofro como gente, porque gente eu já não sei ser. Virei estrangeiro em meu próprio corpo e louvo o hino do inimigo de infância tão amado e obscuro. Desconheço-me e idolatro-me, como um alienado que assiste ao enterro de um indigente e pensa que é presidente. O juízo mordiscou a saudade. Maldita hora em que fitei-me no espelho quebrado. Sinto falta de ser homem ou menino, de ter boca e coração abertos. De amar eu já não sinto falta, quando tudo o que falta é tudo o que se tem." - Cinzentos
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"Sentei em baixo de uma árvore e chorei.
Voltei aos meus cinco anos quando meus choros eram incuráveis por conta da boneca que perdeu a cabeça. Senti em meu âmago a dor do meu castelo de areia despedaçado, a dor de ficar presa no lado de cima da gangorra sem conseguir descer. Hoje vejo que as tristezas continuam incuráveis e o coração cada vez mais partido. Os amigos já não são os mesmos de alguns anos atrás. Eles não ouvem mais os nossos choros e nem secam nossas lágrimas com a parte de trás das mãos. A minha aquarela perdeu a cor e meu potinho de luz se esvaziou. E então, o que farei de mim? Sempre fui uma princesa cor-de-rosa, com lacinho de fita na cabeça que a mamãe colocava antes de me levar para a escola. Eu nunca aprendi a subir na árvore cuja copa hoje é abrigo para mim e minhas lágrimas. Eu nunca aprendi a jogar bola com os meninos da rua de baixo porque eu tinha medo de cair e me machucar. Eu nunca me entreguei de bandeja para quem quer que seja porque eu tinha medo de quebrar meu coração. Mas então veio você e o quebrou. Jogou-o as traças e agora ele é resto. Eu sou resto. Resto daquela princesinha rosa que hoje desbotou e é cinza. Resto da menina que brincava de bonecas e as dava nomes. Resto de sei lá o que. Eu só queria que acreditassem que as lágrimas que deixo ao pé desta árvore são sinceras e que doem, doem muito. Eu só queria escrever meu nome no céu para que quem olhasse soubesse que eu um dia estive ali. Eu só queria encostar minha alma na sua e lhe fazer companhia nas noites escuras. Eu só queria encher uma garrafinha com as minhas lágrimas e guardá-las para chorar depois. Não quero chorar agora. Não quero ver você partindo agora. Não quero ver seus olhos sofrendo e dizendo adeus para mim. Volta, volta logo.
O meu peito arde enquanto escrevo e choro, a chuva começou a cair forte e a folha já está um pouco borrada. Meu coração também está.
Jogo os restos de mim para o alto e saio correndo. Só a árvore me viu. Só a chuva me tocou. Ninguém me deu amor." - Raihsa Ribeiro
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"Cada um tem de mim exatamente o que cativou." - Charles Chaplin
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